Por que você deveria rezar para choverem sapos

Sapo

Eu não desejo que nenhuma praga bíblica irrompa dos céus nem que comecem a chover gafanhotos, mas se aparecessem mais sapos nas nossas hortas a gente poderia aposentar os inseticidas. Os animais de respiração cutânea costumam ser bem sensíveis à poluição e aos agrotóxicos – você também seria se respirasse pela pele. E é justamente porque vivemos num mundo cada vez mais poluído e onde se consome agrotóxico que nem refrigerante que os sapos, coitados, vêm desaparecendo. Para nosso azar.

Isso me lembra umas férias em Pindamonhangaba (SP). O calor abrasador obrigada eu e um grupo de amigos a nos mantermos molhados – o sítio tinha um laguinho artificial muito do bem vindo. Não precisei nem de dois minutos dentro da água para sentir uma coceirinha nas pernas. Olhei para baixo e vi que milhares de minúsculos peixinhos pretos me mordiscavam. Deviam estar entediados. Ou achando que eu era algo como uma minhoca gigante. Voltei ao livro que tinha apoiado estrategicamente na borda do lago e os deixei em paz.

Meu sossego durou até que uma das companheiras de viagem desse um berro enquanto apontava para minhas pernas: “Girinos!”. Minha primeira reação foi pensar éca. Girinos viram sapos. Sapos são gosmentos. E comem moscas. Nem precisa ser craque em sofisma para ver aonde isso vai dar: girinos são nojentos. Asquerosos. Morféticos e piolhentos. Para dizer o mínimo. Éca.

Mas girinos são os peixinhos dos sapos, canta Arnaldo Antunes. São pequenos demais para dar medo, molhados demais para parecerem gosmentos e ainda não foram iniciados na estimulante dieta dos pais, de modo que não comem nada muito diferente do que qualquer peixinho. Voltei ao livro torcendo para a menina nos deixar em paz, a mim e aos girinos.

Isso foi há dez anos. Depois de nadar com girinos, nunca mais tive nojo de sapo. Rãs costumam ser mais carismáticas, é claro, mas os sapos também têm seu valor. Lembro da música do sapo que não lava o pé. Gosto quando a letra reforça que ele “não lava o pé porque não quer”. Esperto esse sapo. Decidido. Sabe o que quer e hoje, definitivamente, ele não vai lavar o pé. Não mesmo. Fim de conversa. Deixe o sapo em paz. Mas ele bem que podia vir aqui em casa comer umas lesmas, hein?

Sob a sombra das Árvores

Informações e assuntos sobre árvores, arborização, paisagismo e meio ambiente para profissionais e amantes da natureza.

Viveiro Orgânico de Ervas e Temperos Sabor de Fazenda

Dicas de plantio, adubação, regas, podas e muito mais

De Verde Casa

Porque a gente gosta de sujar as mãos de terra, digo, de substrato.

Blog das Orquídeas

Porque a gente gosta de sujar as mãos de terra, digo, de substrato.

Sturm und Drang!

Porque a gente gosta de sujar as mãos de terra, digo, de substrato.

Ladybug Brasil

Porque a gente gosta de sujar as mãos de terra, digo, de substrato.

Com Limão

Porque a gente gosta de sujar as mãos de terra, digo, de substrato.

Faça a sua parte

Porque a gente gosta de sujar as mãos de terra, digo, de substrato.

Porque a gente gosta de sujar as mãos de terra, digo, de substrato.

Cactos e Suculentas

Porque a gente gosta de sujar as mãos de terra, digo, de substrato.

Horta das Corujas

Horta Comunitária na Vila Beatriz, SP

Árvores de São Paulo

Verde urbano, árvores e resgate da biodiversidade nativa na metrópole

Orquídeas no Apê

Porque a gente gosta de sujar as mãos de terra, digo, de substrato.

Jardim da Grasi

Porque a gente gosta de sujar as mãos de terra, digo, de substrato.

coisasdeneuzinha

Porque a gente gosta de sujar as mãos de terra, digo, de substrato.