Milho, batata e até alga podem virar plástico!

Milho-Sacolinha

Nem todo mundo tem uma ecobag à mão quando vai às compras, mas, depois de passar pelo caixa, tem a sensação de que está fazendo um mal tremendo ao planeta ao ver a quantidade de sacolinhas pláticas necessárias para embalar uma compra do mês. Pensando nisso, algumas empresas resolveram criar embalagens a partir de matéria-prima biológica que, além de biodegradável, pode ajudar a fertilizar o solo. Aqui vão alguns materiais alternativos ao plástico tradicional:

Milho e batata — em parceria com a Universidade de São Paulo, a Biomaster vem utilizando com sucesso resíduos de milho e fécula batata para produzir um plástico menos danoso ao meio ambiente.

Mandioca — a fécula da mandioca é usada pela CBPAK para fazer bandejinhas similares às de isopor.

Camarão — um grupo de alunos do Centro Educacional Paula Souza conseguiu desenvolver um polímero a partir da casca do camarão. Por sorte, a sacolinha oriunda desse material não tem cheiro…

Alga — a empresa americana Cereplast aposta em bioplásticos a partir de algas. O projeto ainda está em desenvolvimento, mas deve render embalagens mais ecológicas.

PS: Em tempo, quem sempre esquece sua sacola retornável em casa agora não tem mais desculpa. O Projeto Ampliar criou uma ecobag dobrável que fica do tamanho de um chaveirinho e cabe em qualquer lugar, até junto de suas chaves.

Onde tirar suas dúvidas sobre plantas

Logo-MP

Você tem uma planta e não sabe o nome. Ganhou uma orquídea, mas não tem a menor ideia de como cuidar dela. Encontrou insetos na sua horta e gostaria de acabar com eles sem comprometer sua salada. Foi para resolver problemas como esse que eu criei o site Minhas Plantas, no primeiro dia de Primavera de 2012.

Porque eu já fui a pessoa que entra na internet em busca dessas respostas – e não encontrava nada escrito de uma maneira que eu entendesse. Toda vez que eu lia algo como “simpodial”, “rizoma” ou “caducifolia”, juro, tinha vontade de desistir. Até hoje eu tenho pavor desses termos, mas finalmente aprendi o que significam e, aos poucos, procuro explicar coisas complexas de uma maneira mais simples.

Uma planta pode crescer de duas formas: para cima, como as árvores (chamado de crescimento “monopodial”), ou para os lados, como os morangos, que ficam sempre do mesmo tamanho, mas produzem cabinhos horizontais de onde sairão seus “filhos”. Esse crescimento dos morangos e de muitas outras plantas se chama “simpodial”, e é sempre útil saber para posicionar a planta direito no vaso. Afinal, se ela crescer só para os lados, precisará de bastante espaço com o passar dos anos.

“Rizoma” é outra palavrinha feia, mas fácil de entender: trata-se do caule rastejante das orquídeas, que fica encostadinho ao solo ou ao tronco de uma árvore. Olhe abaixo das folhas e você o encontrará. Ele nunca deve ser enterrado, porque, ao contrário das batatas e dos nabos, apodrece.

E pra terminar o show de horrores, “caducifolia” é o termo usado para as plantas que perdem as folhas em alguma época do ano, como os ipês, por exemplo. Espécies caducas enchem o chão de folhas secas, daí ser bacana saber disso ao plantar uma árvore perto da sua piscina ou na gramado em frente à porta.

Essas e outras dúvidas assombram qualquer pessoa que queira cuidar de uma plantinha em casa. E nem precisa ter vontade de virar paisagista profissional pra se deparar com uma palavra complicada, não. Tá lá no saco a palavra “substrato”, que não me deixa mentir. Ou o enigmático “NPK”, a sigla mais famosa da botânica. Para uns, esses são estímulos à curiosidade, à prazerosa investigação. Mas para a maioria das pessoas, esses termos complicados acabam com o desejo de ter uma horta em casa, de semear margaridinhas num canteiro ou mesmo de ter um vaso de violetas no escritório.

Por isso, antes que você desista das luvas de jardinagem e aposente seus vasos de barro, faça uma visita ao Minhas Plantas. Ele foi feito por quem já passou por todos os perrengues que você está passando. Por quem já encontrou as mesmas dificuldades que você está vivendo e já chorou muito ao encontrar nas plantas tantas lesmas e tão poucas borboletas.

Se dê um minutinho para ler algumas das dúvidas já respondidas em Plantão. Assista a um vídeo ensinando a regar uma orquídea. Ouça um programa para a Rádio Globo SP – eu nem ligo de você tirar sarro do meu sotaque de Piracicaba. Fuce nas Flores, Árvores e Folhagens já publicadas, todas com curiosidades, usos medicinais, informações bem práticas para plantar e adubar. Vale até dar uma passada na seção de Receitas para conferir algumas das gostosuras que você pode fazer com o que plantou. Ou se enturmar com os blogueiros parceiros, tão apaixonados por plantas quanto eu e você.

Só depois de conhecer o Minhas Plantas você vai entender que dedo verde não nasce pronto, precisa ser regado com muita informação. Semeie essa ideia!

Como proteger suas plantas no frio

Plantas-Frio

É só esfriar para aquela plantinha que você mimou o ano inteiro começar a perder folhas, encher de cochonilhas ou, pior, morrer? Se seu jardim sofre com os rigores do inverno, veja três bons truques para manter as plantas saudáveis até a entrada da primavera.

Acabe com as pragas
Pulgões e cochonilhas se aproveitam da fraqueza das plantas no frio para atacar brotos, folhas e flores. A melhor maneira de se livrar dessas pragas é borrifar toda a planta com óleo de Neem, uma vez por semana.

Agasalhe seus vasos
Algumas espécies precisam ser protegidas de friagem e mudanças bruscas de temperatura. Para isso, tire os vasos de correntes de vento e envolva o cachepô em várias camadas de jornal.

Proteja contra a geada
Plantas com flores ou de folhas finas ficam mais sujeitas às queimaduras causadas pelas geadas. Se na sua cidade os termômetros ficam muito baixos, mantenha os vasos floridos dentro de casa.

Crie barreiras naturais
Quem tem muitas plantas ao ar livre — como orquídeas amarradas em árvores — pode protegê-las plantando por perto arbustos de folhagem fechada, resistentes ao frio. Murta, azaleia, buxinho e podocarpo são boas escolhas.

Regue menos
O maior vilão do inverno nem é tanto o frio e sim a umidade: com menos calor, as plantas não absorvem a água da rega tão rapidamente e o vaso fica molhado por mais tempo. Até setembro, regue menos do que o habitual.

Como NÃO ter uma composteira em um apartamento

ComposteiraSempre estranhei o fato de não encontrar em lugar nenhum orientações para fazer composto orgânico em apartamento. De fato, é uma excelente ideia ter em casa um recipiente para transformar restos de frutas, legumes e verduras em adubo. Só que a composteira que funciona tão bem numa casa com quintal nem sempre dá certo em um lugar fechado como meu apê. Minha ideia “brilhante” se mostrou uma grande enrascada tão logo a pus em prática.

Na área de serviço, montei uma caixa de papelão forrada com um saco plástico preto furadinho e bem resistente e comecei a juntar nela restos orgânicos, pedaços de jornal e folhas secas. Fiz como mandam os manuais ecológicos, remexendo aquela porcalheira uma vez por semana.

Achei que fosse feder, mas logo descobri que composteira tem cheiro de terra úmida. Depois do primeiro mês, começaram a aparecer montes de drosófilas, aquelas insistentes mosquinhas de fruta. Minha composteira virou um berçário: toda vez que mexia na caixa, tinha de pedir licença para a nuvem de mosquinhas. Várias delas morreram congeladas quando eu ia pegar alguma coisa na geladeira.

Na falta de sapos, lagartos e outros animais comedores de insetos, passei a abrir a caixa só com as janelas escancaradas. Deu certo. Com o sumiço das drosófilas, finalmente tive sossego. Foi tanta a tranqüilidade que, claro, esqueci de revolver a composteira por cinco meses. Um belo dia, fui dar uma olhada nela como quem lembra de uma panela no fogo. O composto ainda não estava pronto, mas o fundo tinha umedecido e grudado no chão. Resultado: a caixa não saía do lugar nem com reza brava. Foi parar no lixo, sem nem ter a dignidade de ser adubo, coitada.

Já li bastante a respeito de composteiras domésticas, incluindo algumas com minhocas. Me parecem muito mais resistentes e eficazes do que a minha velha caixa de papelão com plástico, claro, mas a resistência externa não resolve o problema das mosquinhas. Se você tiver ideia de como se livrar delas (minhocas carnívoras? sabiás amestrados? frutas explosivas?), deixe sua dica nos comentários que eu prometo rever meus preconceitos. Jardineiro que produz seu próprio adubo em casa é como aqueles padeiros que criam seu próprio fermento: doido, mas genial.

3 usos espertos para as bandejas de isopor

Bandejinha_Isopor

Vamos combinar, elas poluem. São feias. E frágeis. E não ficam bem de pratinho pra vaso, não. Tentei pintar algumas, mas, com a umidade, a tinta sai. Eu continuaria a ter 37 detestáveis bandejinhas de isopor não fossem dois brilhantes acasos.

Fui comprar queijo no mercado central e o vendedor usou pedaços de bandejinha para cobrir as áreas expostas de uma fatia de brie. Como esse queijo endurece em contato com o ar, o isopor “cola” nele e protege o corte, mantendo a cremosidade. Fiz o teste com outros queijos moles e posso garantir que eles duram mais na geladeira.

O segundo uso é bem mais, digamos, popular (a menos que você tenha uma fábrica de brie, é claro). Ao montar um vaso para receber uma planta, faça a drenagem com cacos de isopor em vez de argila expandida. Eles deixam o vaso mais leve e não atraem nenhum tipo de praga. A única observação é que não tampem completamente os furos do vaso, até porque o isopor vai ficando mais compacto com o tempo e pode entupir a saída de água. Resolva isso arrumando os pedaços de isopor de modo a deixarem vãos estratégicos perto dos furos. Aliás, orquídeas de árvore – como a Phalaenopsis aí da foto – adoram substrato leve, então, você pode misturar pedaços de isopor aos cacos de carvão, casca de pinus e chips de coco (que compõem o substrato misto mais comum).  Tenho usado tanto isopor nas minhas plantas que acabei em menos de um mês com a coleção de bandejinhas.

O terceiro uso? Render um post ecológico não vale?

6 dicas para cuidar de tulipas

Tulipa Dicas

É só chegar o inverno para supermercados e floriculturas se encherem de tulipas, consideradas, por muitos, as mais belas flores. Se você comprou ou ganhou um vaso dessas mocinhas, saiba que elas são europeias, plantas típicas de frio. As que são vendidas aqui no Brasil são cultivadas em estufas climatizadas e, quando transportadas, vão num caminhão refrigerado, porque mesmo nosso inverno não lhes agrada. Dito isso, não se chateie se, mesmo com os cuidados abaixo, a sua planta não brotar novamente, tá? Vamos a eles:

Como cuidar enquanto o vaso estiver com flor
1. Mantenha a terra sempre úmida, nunca encharcada — água em excesso atrai fungos e bactérias.
2. Deixe o vaso dentro de casa, de preferência num local arejado, perto de uma janela ensolarada.

Como cuidar quando a flor morrer
1. Ela pode perder ou não as folhas depois da floração, mas mesmo que ainda tenha folhagem, corte-a e desenterre a planta. Você vai encontrar uma espécie de “cebola”, o bulbo.
2. Lave o bulbo em água corrente, esfregando para tirar a terra, como você faria com uma batata antes de descascá-la.
3. Deixe o bulbo secar bem, enrole-o de leve em papel-toalha e guarde-o no gavetão de legumes da geladeira. Quando o próximo outono chegar, plante-o num vaso com terra, areia e composto orgânico em partes iguais. Cubra o bulbo com uns 5 cm dessa mistura.
4. Deixe o vaso no sol e regue para manter úmido. Com sorte, o bulbo brotará e, no próximo inverno, você terá novas tulipas.

Suculentas: manual de instruções

Suculentas_Instrucoes

Se os camelos fossem vegetais, seriam da família das suculentas. Essas plantas conseguem viver bem, obrigado, mesmo nos desertos e ambientes muito secos e quentes. Para realizar essa façanha, as suculentas usam o mesmo recurso dos camelos e dromedários: armazenam água em grande quantidade.

É graças às folhas gordas e cheias de líquido que elas agüentam passar o dia todo sob sol a pino e ainda ficar tão lindas quanto uma orquídea saída de uma estufa.

Mas esse não é o único truque dessas plantas típicas da África e que têm mais de 12.000 espécies pelo mundo. Irmãs dos cactus, elas costumam ter espinhos ou uma penugem nas folhas, que retém o máximo de umidade possível. As que têm folhas “peladas” usam outro recurso para ter o mesmo efeito: são cobertas por uma cera grossa, que lhes dá um aspecto lustroso e evita a evaporação da água. Plantinhas espertas, né?

Um lugar ao sol
Como são originárias de regiões muito quentes, a maioria das suculentas gosta de sol pleno e pouca água. Se estiverem plantadas em vaso, regue duas vezes por semana ou sempre que sentir que a terra está seca. Nunca deixe água no prato: elas não gostam de ficar com os “pés” molhados. Já as suculentas plantadas diretamente no chão requerem mais regas porque a evaporação é mais rápida.

As esquecidas
Algumas espécies, como as populares flor-de-maio e onze-horas, ficam lindas em vasos presos no teto. Mas lembre-se de regá-lo: como essas plantas estão no alto, é comum acabarem esquecidas e morrerem à míngua. Sem água nem cuidados, nem mesmo uma planta-camelo consegue sobreviver.

Novinha em folha
Esqueça todas aquelas complicações de estacas e sementes: suculentas são tão fáceis de propagar que costumam fazer isso tão rápido quanto coelhos. Quando uma folha cai no chão, rapidamente cria raízes e, tchanam!, surge outra muda. Assim mesmo, como mágica. Se quiser você mesma brincar de jardineira, tire algumas folhinhas da sua suculenta, deixe secar por um ou dois dias (para que o machucado cicatrize e seque, em vez de umedecer e pegar fungos) e só depois coloque a pontinha quebrada na terra. Continue regando normalmente. Logo surgirão raízes e folhas novas.

Uma grande família
Você pode reunir em um único vaso mais de uma espécie, já que a maioria das suculentas têm os mesmos gostos por água, calor e ventilação. O vaso não precisa ser muito profundo também, uma vez que as raízes delas não são compridas (com exceção para alguns cactos de grande porte). Agrupe as plantas de forma que as suculentas maiores não façam sombra nas menores. Se for preciso, vire o vaso de tempos em tempos para proporcionar um crescimento por igual.

Flor de pedra
Chama-se Echeverias o gênero ao qual pertencem as suculentas cujas folhas fazem uma grande flor, semelhante à uma mandala. De coloração cinza esverdeada ou azulada, essa espécie é conhecida também como rosa-de-pedra e se dá muito bem em vasos. Quando for molhá-las, evite derramar água nas folhas. Como bem diz o ditado, água mole em pedra dura tanto bate…

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